03/10/2014

Encontros de Outubro

Nunca é demais lembrar que as Tricotadeiras de Oeiras passaram a ter 2 encontros ao mês, para termos mais oportunidades de estar juntas.

Os encontros deste mês são:
  • 9 de Outubro
  • 28 de Outubro
Normalmente, o primeiro encontro é no PaiÁgua e o segundo no Spot do Zé.
Se houver alterações avisamos com a devida antecedência.

02/10/2014

Não encontro o fio recomendado pelo modelo, e agora? (2)

(escrito por  Isa Ribeiro)

No post anterior estivemos a dar algumas dicas sobre a substituição de fios e quais as qualidades que devemos procurar no fio de substituição.
Vamos agora desenvolver com mais pormenor cada uma das qualidades que devemos ter em conta na busca por um fio de substituição.

A primeira coisa a fazer é olhar para o fio aconselhado no modelo, neste caso (voltando ao modelo que usámos anteriormente) é usado o Drops Muskat.
Normalmente, a informação de que precisamos vem indicada na etiqueta.

 © Mirromaru, Ravelry


1- O fio deve ser feito da mesma matéria que o fio recomendado

Os fios Drops também usam uma categorização de espessura, neste caso o fio pertence à categoria B (rectângulo vermelho), mas esta classificação é própria para esta marca e não nos ajuda se quisermos mudar de marca.

Como se pode ver na foto da etiqueta (quadrado amarelo), este fio é 100% algodão (Cotton).
Para obter resultados os mais parecidos possível o melhor é usarmos um fio da mesma matéria, pois nem todas as fibras têm as mesmas propriedades quando tricotadas. O que não quer dizer que vai ficar mal, apenas que vai ficar diferente, e pode não cair no nosso corpo exactamente como a peça que está na foto.

Por exemplo, o algodão é macio e liso, não tem grande elasticidade. Assim, uma peça tricotada em algodão é fluida e drapeada. Se substituirmos por um fio em lã, que é mais aconchegante e elástica, a camisola ficará mais ajustada ao corpo.

 © Mirromaru, Ravelry (pormenor)



2- O fio deve ter uma metragem semelhante (número de metros por peso) ao fio recomendado

Penso que o aspecto mais importante para conseguir uma substituição de sucesso é mesmo a espessura do fio. Esta medida nem sempre é fácil de descobrir, mas há duas pistas na etiqueta do fio: a metragem do fio (quadrado azul) e a tensão recomendada (quadrado verde).

No fio Muskat temos a indicação que o fio tem 100m por 50g.
Se formos substituir por um fio também 100% algodão devemos usar um fio com a mesma quantidade de metros para 50g, pois significa que tem a mesma espessura. Esta é a medida de espessura mais fiável para fios com a mesma composição.


 © Mirromaru, Ravelry (pormenor)


3- O fio deve aconselhar uma tensão semelhante ao fio recomendado (número de malhas e carreiras para uma amostra de 10 cm)

No entanto, se formos substituir por um fio com outro tipo de fibra, por exemplo a lã ou a alpaca, temos que tentar que tenha a mesma tensão aconselhada, que está indicada no novelo (quadrado verde).
Mesmo assim, nem todas as fibras têm as mesmas características de peso e densidade, por exemplo as fibras animais são muito mais leves que as vegetais pois agarram mais ar no meio da fibra, por isso 100g de um fio animal geralmente tem muito mais metros que um fio vegetal da mesma espessura.

Para o fio Muskat é aconselhada uma agulha (needle) de 4mm e a tensão que aconselham é 21 malhas x 28 carreiras (quadrado verde).

Esta medida nem sempre é muito fidedigna, depende de quem tricotou a amostra para a marca do fio e por isso a prova real para sabermos se podemos usar o fio, é fazer uma amostra com o fio que queremos usar, e ver se conseguimos obter a tensão indicada no modelo, sem que a malha fique apertada ou larga demais.

Devemos realizar uma amostra com pelo menos 10cm por 10cm, mas preferencialmente 15cm. Para evitar que a amostra enrole nos limites tricotem 3 carreiras em ponto jarreteira no início e no fim, e mantenham 3 malhas em ponto jarreteira de cada lado. Não se esqueçam que para ser uma amostra fidedigna devem lavar a amostra da mesma forma que irão lavar as vossas peças tricotadas.

 © Mirromaru, Ravelry (pormenor)


4- O fio deve ter uma textura semelhante ao fio recomendado

O último aspecto importante na substituição dos fios é a textura do fio. Quando falamos em textura estamos a falar se o fio é redondo ou achatado, se é muito peludo (por exemplo, o mohair ou o angorá) ou não, se é feito em cadeia, mas também na direcção em que é fiado e no número de filamentos que o compõe.

Se observarem todas as outras categorias que referi anteriormente, este aspecto não irá ser muito importante, pois conseguem obter as dimensões desejadas usando as instruções do modelo, mas pode ter uma grande influência no aspecto de pontos rendados e de tranças e torcidos.

Novamente, a realização da amostra ajuda muito a perceber se o nosso fio escolhido está a funcionar ou não com o modelo, pois só tricotando conseguimos perceber se estamos contentes com o aspecto do trabalho. Se quiserem ver mais exemplos do efeito da textura no aspecto da peça tricotada explorem a secção swatch it, escrita por Clara Parks para a revista Twist Collective.

© Clara Parks for Twist collective


Como se pode perceber, a temática da substituição de fios é um tema complicado, e um pouco confuso. Se não usarem o fio recomendado não há garantias de que vá ficar igual à foto. O que não é mau, longe disso: assim as peças que tricotamos são ainda mais únicas e irrepetíveis.

De qualquer forma, espero que este post vos ajude a sentirem-se um pouco mais confiantes não substituição de fios.

01/10/2014

Não encontro o fio recomendado pelo modelo, e agora? (1)

(escrito por  Isa Ribeiro)

Uma das maiores dificuldades entre os adeptos do tricot é escolher o fio adequado ao modelo que queremos tricotar. Por um lado, nem sempre o fio usado no modelo está disponível nas lojas portuguesas, por outro lado, podemos querer trocá-lo (porque não gostamos de trabalhar com o fio recomendado, porque queremos usar um fio de outra fibra, porque achamos o fio caro demais, etc…).

E então? Como fazemos para escolher um substituto adequado?

As marcas de fios americanas ou britânicas geralmente usam um tipo de classificação que ajuda nestas substituições – o yarn weight, o que ajuda muito, pois podemos começar por usar um fio da mesma classificação. No entanto, estas categorias englobam fios com alguma diversidade de espessuras, e existe alguma confusão para os fios que estão nos limites das classes.


Algumas vezes fios de espessura similar podem estar classificados numa marca com uma categoria, por exemplo a categoria worsted, e noutras marcas estarem numa categoria diferente, por exemplo a aran.

Esta categorização ainda não começou a ser usada por marcas portuguesas, mas existem outras indicações que nos dizem qual a espessura do fio, como por exemplo a tensão da amostra tricotada e o número de metros por peso.

Também já foram criados alguns sites (por exemplo, http://yarnsub.com) que ajudam nas substituições, mas os fios que encontramos por cá nem sempre estão listados.

Para encontrarmos uma substituição adequada, primeiro precisamos de olhar para o modelo que queremos usar e para o fio que eles recomendam.

Vamos voltar ao modelo que usamos no nosso tutorial sobre ler modelos: a camisola de verão DROPS.


Para conseguirmos um resultado semelhante ao original existem 4 qualidades que devemos respeitar quando procuramos um novo fio:
  1. o fio deve ser feito da mesma matéria que o fio recomendado;
  2. o fio deve ter uma metragem semelhante (número de metros por peso) ao fio recomendado;
  3. o fio deve aconselhar uma tensão semelhante ao fio recomendado (número de malhas e carreiras para uma amostra de 10 cm);
  4. o fio deve ter uma textura semelhante ao fio recomendado.
No próximo post vamos analisar cada uma das qualidades que devemos procurar no fio que vamos usar na substituição.
 

25/09/2014

Aprovado!

Neste grupo gostamos de motrar os nossos tricots e todas temos orgulho nos trabalhos umas das outras. Mas, por piada, gostamos de brincar com um certo olho crítico... ;)

Por isso, quando surgiu este belíssimo trabalho da Cláudia, ficámos todas contentes por ele ter recebido o carimbo:


Temos a certeza de que haverá mais!
Obrigada por nos incentivares a fazer sempre melhor e por partilhares connosco a tua sabedoria.

24/09/2014

Em Setembro houve dois encontros

Ontem foi um excelente encontro, com visitas e tudo!

Visitou-nos a Cristina, das Tricotadeiras de Algés, a Maria João, da Maria Cenoura e a Teresa, da Tarekices.
Obrigada a todas pela vossa simpatia!

E ao longo do serão muitos foram os trabalhos que se mostraram e dicas que se trocaram!











E no primeiro encontro de Setembro foram estes os trabalhos:








22/09/2014

Ainda a tempo... Agosto foi assim...

Na esplanada do Peter's até parecia verão:




O próximo encontro é já amanhã no Spot do Zé, a partir das 19h.

19/09/2014

Segundo encontro de Setembro

O segundo encontro das Tricotadeiras de Oeiras está a chegar!

É já na próxima terça-feira, dia 23, às 19h, no Spot do Zé.

Apareçam!

18/09/2014

Tricotadeiras em remodelação

As Tricotadeiras de Oeiras vão sofrer umas pequenas "remodelações":

Vamos passar a ter DOIS encontros por mês. 

Os dias e locais passam a ser FIXOS:
- todas as SEGUNDAS 5ª feiras no PAIÁGUA 
- e todas as QUARTAS 3ª feiras no SPOT DO ZÉ. 

O horário mantém-se às 19H. 

Vamos continuar a avisar cada encontro aqui blog, mas também no Facebook. Principalmente se houver alterações no local de encontro.

Por favor, divulguem e apareçam!

Obrigada.

26/08/2014

Em Agosto não há férias de tricot!

Temos mais um encontro das Tricotadeiras de Oeiras já na próxima 5ª feira, dia 28, no Peter's na Marina de Oeiras.
Começamos a aparecer a partir das 19h para apanhar o pôr do sol.
Apareçam!

15/07/2014

Vamos aprender a seguir um modelo? (6)

(escrito por Isa Ribeiro)

Vamos continuar com o tutorial que ensina como decifrar instruções de modelos para tricotar em português.

Estamos a seguir este modelo da Drops.

Quem não acompanhou os primeiros posts, pode vê-los aqui:

Vamos aprender a seguir um modelo? (1)
Vamos aprender a seguir um modelo? (2)
Vamos aprender a seguir um modelo? (3)
Vamos aprender a seguir um modelo? (4)
Vamos aprender a seguir um modelo? (5)

No último post estivemos a explicar como se lêm as instruções escritas do modelo indicado. Aqui fica mais uma dica:

No tamanho M diz para distribuir 12 diminuições, mas convém que as diminuições fiquem distribuídas no meio do trabalho, e não fique a última na ponta, mas isto é uma questão de gosto pessoal. Como temos 110 malhas vamos tirar as 2 malhas da ourelae dividir por 13 para as diminuições ficarem no meio do trabalho. Assim sendo temos que fazer uma diminuição em cada 8 malhas, ou seja tricotamos 6 malhas, tricotamos 2 malhas juntas) e repetimos até fazermos as 12 diminuições. Na seguinte carreira dá a indicação para tricotar 1 carreira em meia do avesso, e depois trocar para agulhas 4mm, continuando em ponto meia (tricotar em meia do lado direito, e em liga do lado avesso).

No final temos que ter 98 malhas na agulha, é comum os modelos irem indicando uma contagem de malhas, para que consigamos garantir que estamos a seguir o modelo correctamente. Nos modelos da DROPS essa indicação vem depois do sinal de igual.

A 8 cm de altura total, diminuir 1 m/p de cada lado e repetir num total de 5 vezes a cada 2-2-2,5-2,5-3-3 cm = 80-88-98-108-118-128 ms/pts. A 19-20-21-22-23-24 cm de altura total, aumentar 1 m/p de cada lado e repetir estes aumentos 5 vezes a cada 3 cm =90-98-108-118-128-138 ms/pts.

Acho que agora já perceberam a ideia de como se lê estes modelos, e talvez já saibam o que fazer de seguida, mas vou continuar a explicação para que confirmem se está correcto.

Continuamos a tricotar em ponto meia até termos 8cm de altura, depois vamos diminuir uma malha de cada lado, não convém que seja mesmo no limite, mas só depois da primeira ourela e antes da última ourela.

Estas diminuições vão ser repetidas a cada dois centímetros 5 vezes (ou seja a cada 6 carreiras (2cm x 28 carreiras/ 10 cm) fazemos uma carreira com diminuições – isto é tricotar 5 carreiras normalmente, fazer uma carreira com diminuições).

Vocês podem continuar a fazer sempre a mesma diminuição – tricotar duas malhas juntas, mas numa camisola fica sempre mais bonito espelhar as diminuições e os aumentos, por isso eu aconselho que tricotem 2 malhas juntas do lado direito do trabalho, pois tem uma inclinação para a esquerda, mas façam uma diminuição com malha acavalada ou fazer “passa, passa, tricota as 2 malhas passadas juntas pela perna de trás”, que, para não inventar um novo nome, vou chamar “ppm” como a Filipa. Estas duas últimas diminuições têm inclinação à direita.

Quando tivermos 20 cm de altura aumentamos uma malha de cada lado, e para manter a simetria usamos dois aumentos que são trabalhados da mesma forma, mas que consoante a direcção que apanhamos o fio podem ter duas orientações diferentes.

Do lado direito do trabalho vamos fazer um m1L (make one left) e do lado esquerdo um m1R (make one right), entre as ourelas.
Antes demais peço desculpa pelos vídeos em Inglês, a minha guru dos vídeos em Português, a Filipa, ainda não chegou a estes aumentos.

Esta escolha de direcção pode parecer um pouco contraditória, mas geralmente convém fazer todas as diminuições a apontar para uma linha (o limite da camisola) e os aumentos a afastar-se da mesma linha.Repetimos os aumentos 5x a cada 3cm, ou seja a cada 8 carreiras (7 carreiras normais, uma carreira com aumentos). No final temos que ter 98 malhas na agulha.

Depois é só continuar a seguir o modelo, garantindo que aumentam/diminuem/rematam/montam o número de pontos que é indicado para o vosso tamanho, isto é, se o vosso é o segundo da lista, tem que utilizar sempre a segunda indicação. E podem confirmar se estão a seguir o modelo correctamente através das contagens de malhas (vêm depois dos símbolos de igual).

O modelo continua com indicação de como fazer as costas e montar a camisola: costurar os ombros, fazer canelado na gola e mangas e costurar a frente e costas.

Espero que tenham gostado!