Em Outubro, para além da grande adesão das Tricotadeiras de Oeiras, voltámos a ter as visitas da Cristina, das Tricotadeiras de Algés, da Maria João, da Maria Cenoura, da Teresa, da Tarekices e da Dina, também Maria Cenoura.
(e gostámos muito de voltar a ver a Pilar: volte depressa!)
Obrigada a todas (visitantes e residentes) por fazerem dos encontros das Tricotadeiras de Oeiras momentos para recordar.
13/10/2014
09/10/2014
Primeiro encontro de Outubro
03/10/2014
Encontros de Outubro
Nunca é demais lembrar que as Tricotadeiras de Oeiras passaram a ter 2 encontros ao mês, para termos mais oportunidades de estar juntas.
Os encontros deste mês são:
Os encontros deste mês são:
- 9 de Outubro
- 28 de Outubro
Normalmente, o primeiro encontro é no PaiÁgua e o segundo no Spot do Zé.
Se houver alterações avisamos com a devida antecedência.
02/10/2014
Não encontro o fio recomendado pelo modelo, e agora? (2)
(escrito por Isa Ribeiro)
No post anterior estivemos a dar algumas dicas sobre a substituição de fios e quais as qualidades que devemos procurar no fio de substituição.
Vamos agora desenvolver com mais pormenor cada uma das qualidades que devemos ter em conta na busca por um fio de substituição.
A primeira coisa a fazer é olhar para o fio aconselhado no modelo, neste caso (voltando ao modelo que usámos anteriormente) é usado o Drops Muskat.
Normalmente, a informação de que precisamos vem indicada na etiqueta.
1- O fio deve ser feito da mesma matéria que o fio recomendado
Os fios Drops também usam uma categorização de espessura, neste caso o fio pertence à categoria B (rectângulo vermelho), mas esta classificação é própria para esta marca e não nos ajuda se quisermos mudar de marca.
Como se pode ver na foto da etiqueta (quadrado amarelo), este fio é 100% algodão (Cotton).
Para obter resultados os mais parecidos possível o melhor é usarmos um fio da mesma matéria, pois nem todas as fibras têm as mesmas propriedades quando tricotadas. O que não quer dizer que vai ficar mal, apenas que vai ficar diferente, e pode não cair no nosso corpo exactamente como a peça que está na foto.
Por exemplo, o algodão é macio e liso, não tem grande elasticidade. Assim, uma peça tricotada em algodão é fluida e drapeada. Se substituirmos por um fio em lã, que é mais aconchegante e elástica, a camisola ficará mais ajustada ao corpo.
2- O fio deve ter uma metragem semelhante (número de metros por peso) ao fio recomendado
Penso que o aspecto mais importante para conseguir uma substituição de sucesso é mesmo a espessura do fio. Esta medida nem sempre é fácil de descobrir, mas há duas pistas na etiqueta do fio: a metragem do fio (quadrado azul) e a tensão recomendada (quadrado verde).
No fio Muskat temos a indicação que o fio tem 100m por 50g.
Se formos substituir por um fio também 100% algodão devemos usar um fio com a mesma quantidade de metros para 50g, pois significa que tem a mesma espessura. Esta é a medida de espessura mais fiável para fios com a mesma composição.
3- O fio deve aconselhar uma tensão semelhante ao fio recomendado (número de malhas e carreiras para uma amostra de 10 cm)
No entanto, se formos substituir por um fio com outro tipo de fibra, por exemplo a lã ou a alpaca, temos que tentar que tenha a mesma tensão aconselhada, que está indicada no novelo (quadrado verde).
Mesmo assim, nem todas as fibras têm as mesmas características de peso e densidade, por exemplo as fibras animais são muito mais leves que as vegetais pois agarram mais ar no meio da fibra, por isso 100g de um fio animal geralmente tem muito mais metros que um fio vegetal da mesma espessura.
Para o fio Muskat é aconselhada uma agulha (needle) de 4mm e a tensão que aconselham é 21 malhas x 28 carreiras (quadrado verde).
Esta medida nem sempre é muito fidedigna, depende de quem tricotou a amostra para a marca do fio e por isso a prova real para sabermos se podemos usar o fio, é fazer uma amostra com o fio que queremos usar, e ver se conseguimos obter a tensão indicada no modelo, sem que a malha fique apertada ou larga demais.
Devemos realizar uma amostra com pelo menos 10cm por 10cm, mas preferencialmente 15cm. Para evitar que a amostra enrole nos limites tricotem 3 carreiras em ponto jarreteira no início e no fim, e mantenham 3 malhas em ponto jarreteira de cada lado. Não se esqueçam que para ser uma amostra fidedigna devem lavar a amostra da mesma forma que irão lavar as vossas peças tricotadas.
4- O fio deve ter uma textura semelhante ao fio recomendado
O último aspecto importante na substituição dos fios é a textura do fio. Quando falamos em textura estamos a falar se o fio é redondo ou achatado, se é muito peludo (por exemplo, o mohair ou o angorá) ou não, se é feito em cadeia, mas também na direcção em que é fiado e no número de filamentos que o compõe.
Se observarem todas as outras categorias que referi anteriormente, este aspecto não irá ser muito importante, pois conseguem obter as dimensões desejadas usando as instruções do modelo, mas pode ter uma grande influência no aspecto de pontos rendados e de tranças e torcidos.
Novamente, a realização da amostra ajuda muito a perceber se o nosso fio escolhido está a funcionar ou não com o modelo, pois só tricotando conseguimos perceber se estamos contentes com o aspecto do trabalho. Se quiserem ver mais exemplos do efeito da textura no aspecto da peça tricotada explorem a secção swatch it, escrita por Clara Parks para a revista Twist Collective.
Como se pode perceber, a temática da substituição de fios é um tema complicado, e um pouco confuso. Se não usarem o fio recomendado não há garantias de que vá ficar igual à foto. O que não é mau, longe disso: assim as peças que tricotamos são ainda mais únicas e irrepetíveis.
De qualquer forma, espero que este post vos ajude a sentirem-se um pouco mais confiantes não substituição de fios.
No post anterior estivemos a dar algumas dicas sobre a substituição de fios e quais as qualidades que devemos procurar no fio de substituição.
Vamos agora desenvolver com mais pormenor cada uma das qualidades que devemos ter em conta na busca por um fio de substituição.
A primeira coisa a fazer é olhar para o fio aconselhado no modelo, neste caso (voltando ao modelo que usámos anteriormente) é usado o Drops Muskat.
Normalmente, a informação de que precisamos vem indicada na etiqueta.
© Mirromaru, Ravelry
1- O fio deve ser feito da mesma matéria que o fio recomendado
Os fios Drops também usam uma categorização de espessura, neste caso o fio pertence à categoria B (rectângulo vermelho), mas esta classificação é própria para esta marca e não nos ajuda se quisermos mudar de marca.
Como se pode ver na foto da etiqueta (quadrado amarelo), este fio é 100% algodão (Cotton).
Para obter resultados os mais parecidos possível o melhor é usarmos um fio da mesma matéria, pois nem todas as fibras têm as mesmas propriedades quando tricotadas. O que não quer dizer que vai ficar mal, apenas que vai ficar diferente, e pode não cair no nosso corpo exactamente como a peça que está na foto.
Por exemplo, o algodão é macio e liso, não tem grande elasticidade. Assim, uma peça tricotada em algodão é fluida e drapeada. Se substituirmos por um fio em lã, que é mais aconchegante e elástica, a camisola ficará mais ajustada ao corpo.
© Mirromaru, Ravelry (pormenor)
2- O fio deve ter uma metragem semelhante (número de metros por peso) ao fio recomendado
Penso que o aspecto mais importante para conseguir uma substituição de sucesso é mesmo a espessura do fio. Esta medida nem sempre é fácil de descobrir, mas há duas pistas na etiqueta do fio: a metragem do fio (quadrado azul) e a tensão recomendada (quadrado verde).
No fio Muskat temos a indicação que o fio tem 100m por 50g.
Se formos substituir por um fio também 100% algodão devemos usar um fio com a mesma quantidade de metros para 50g, pois significa que tem a mesma espessura. Esta é a medida de espessura mais fiável para fios com a mesma composição.
© Mirromaru, Ravelry (pormenor)
3- O fio deve aconselhar uma tensão semelhante ao fio recomendado (número de malhas e carreiras para uma amostra de 10 cm)
No entanto, se formos substituir por um fio com outro tipo de fibra, por exemplo a lã ou a alpaca, temos que tentar que tenha a mesma tensão aconselhada, que está indicada no novelo (quadrado verde).
Mesmo assim, nem todas as fibras têm as mesmas características de peso e densidade, por exemplo as fibras animais são muito mais leves que as vegetais pois agarram mais ar no meio da fibra, por isso 100g de um fio animal geralmente tem muito mais metros que um fio vegetal da mesma espessura.
Para o fio Muskat é aconselhada uma agulha (needle) de 4mm e a tensão que aconselham é 21 malhas x 28 carreiras (quadrado verde).
Esta medida nem sempre é muito fidedigna, depende de quem tricotou a amostra para a marca do fio e por isso a prova real para sabermos se podemos usar o fio, é fazer uma amostra com o fio que queremos usar, e ver se conseguimos obter a tensão indicada no modelo, sem que a malha fique apertada ou larga demais.
Devemos realizar uma amostra com pelo menos 10cm por 10cm, mas preferencialmente 15cm. Para evitar que a amostra enrole nos limites tricotem 3 carreiras em ponto jarreteira no início e no fim, e mantenham 3 malhas em ponto jarreteira de cada lado. Não se esqueçam que para ser uma amostra fidedigna devem lavar a amostra da mesma forma que irão lavar as vossas peças tricotadas.
© Mirromaru, Ravelry (pormenor)
4- O fio deve ter uma textura semelhante ao fio recomendado
O último aspecto importante na substituição dos fios é a textura do fio. Quando falamos em textura estamos a falar se o fio é redondo ou achatado, se é muito peludo (por exemplo, o mohair ou o angorá) ou não, se é feito em cadeia, mas também na direcção em que é fiado e no número de filamentos que o compõe.
Se observarem todas as outras categorias que referi anteriormente, este aspecto não irá ser muito importante, pois conseguem obter as dimensões desejadas usando as instruções do modelo, mas pode ter uma grande influência no aspecto de pontos rendados e de tranças e torcidos.
Novamente, a realização da amostra ajuda muito a perceber se o nosso fio escolhido está a funcionar ou não com o modelo, pois só tricotando conseguimos perceber se estamos contentes com o aspecto do trabalho. Se quiserem ver mais exemplos do efeito da textura no aspecto da peça tricotada explorem a secção swatch it, escrita por Clara Parks para a revista Twist Collective.
© Clara Parks for Twist collective
Como se pode perceber, a temática da substituição de fios é um tema complicado, e um pouco confuso. Se não usarem o fio recomendado não há garantias de que vá ficar igual à foto. O que não é mau, longe disso: assim as peças que tricotamos são ainda mais únicas e irrepetíveis.
De qualquer forma, espero que este post vos ajude a sentirem-se um pouco mais confiantes não substituição de fios.
01/10/2014
Não encontro o fio recomendado pelo modelo, e agora? (1)
(escrito por Isa Ribeiro)
Uma das maiores dificuldades entre os adeptos do tricot é escolher o fio adequado ao modelo que queremos tricotar. Por um lado, nem sempre o fio usado no modelo está disponível nas lojas portuguesas, por outro lado, podemos querer trocá-lo (porque não gostamos de trabalhar com o fio recomendado, porque queremos usar um fio de outra fibra, porque achamos o fio caro demais, etc…).
E então? Como fazemos para escolher um substituto adequado?
As marcas de fios americanas ou britânicas geralmente usam um tipo de classificação que ajuda nestas substituições – o yarn weight, o que ajuda muito, pois podemos começar por usar um fio da mesma classificação. No entanto, estas categorias englobam fios com alguma diversidade de espessuras, e existe alguma confusão para os fios que estão nos limites das classes.
Algumas vezes fios de espessura similar podem estar classificados numa marca com uma categoria, por exemplo a categoria worsted, e noutras marcas estarem numa categoria diferente, por exemplo a aran.
Esta categorização ainda não começou a ser usada por marcas portuguesas, mas existem outras indicações que nos dizem qual a espessura do fio, como por exemplo a tensão da amostra tricotada e o número de metros por peso.
Também já foram criados alguns sites (por exemplo, http://yarnsub.com) que ajudam nas substituições, mas os fios que encontramos por cá nem sempre estão listados.
Para encontrarmos uma substituição adequada, primeiro precisamos de olhar para o modelo que queremos usar e para o fio que eles recomendam.
Vamos voltar ao modelo que usamos no nosso tutorial sobre ler modelos: a camisola de verão DROPS.
Para conseguirmos um resultado semelhante ao original existem 4 qualidades que devemos respeitar quando procuramos um novo fio:
Uma das maiores dificuldades entre os adeptos do tricot é escolher o fio adequado ao modelo que queremos tricotar. Por um lado, nem sempre o fio usado no modelo está disponível nas lojas portuguesas, por outro lado, podemos querer trocá-lo (porque não gostamos de trabalhar com o fio recomendado, porque queremos usar um fio de outra fibra, porque achamos o fio caro demais, etc…).
E então? Como fazemos para escolher um substituto adequado?
As marcas de fios americanas ou britânicas geralmente usam um tipo de classificação que ajuda nestas substituições – o yarn weight, o que ajuda muito, pois podemos começar por usar um fio da mesma classificação. No entanto, estas categorias englobam fios com alguma diversidade de espessuras, e existe alguma confusão para os fios que estão nos limites das classes.
Algumas vezes fios de espessura similar podem estar classificados numa marca com uma categoria, por exemplo a categoria worsted, e noutras marcas estarem numa categoria diferente, por exemplo a aran.
Esta categorização ainda não começou a ser usada por marcas portuguesas, mas existem outras indicações que nos dizem qual a espessura do fio, como por exemplo a tensão da amostra tricotada e o número de metros por peso.
Também já foram criados alguns sites (por exemplo, http://yarnsub.com) que ajudam nas substituições, mas os fios que encontramos por cá nem sempre estão listados.
Para encontrarmos uma substituição adequada, primeiro precisamos de olhar para o modelo que queremos usar e para o fio que eles recomendam.
Vamos voltar ao modelo que usamos no nosso tutorial sobre ler modelos: a camisola de verão DROPS.
Para conseguirmos um resultado semelhante ao original existem 4 qualidades que devemos respeitar quando procuramos um novo fio:
- o fio deve ser feito da mesma matéria que o fio recomendado;
- o fio deve ter uma metragem semelhante (número de metros por peso) ao fio recomendado;
- o fio deve aconselhar uma tensão semelhante ao fio recomendado (número de malhas e carreiras para uma amostra de 10 cm);
- o fio deve ter uma textura semelhante ao fio recomendado.
No próximo post vamos analisar cada uma das qualidades que devemos procurar no fio que vamos usar na substituição.
25/09/2014
Aprovado!
Neste grupo gostamos de motrar os nossos tricots e todas temos orgulho nos trabalhos umas das outras. Mas, por piada, gostamos de brincar com um certo olho crítico... ;)
Por isso, quando surgiu este belíssimo trabalho da Cláudia, ficámos todas contentes por ele ter recebido o carimbo:
Temos a certeza de que haverá mais!
Obrigada por nos incentivares a fazer sempre melhor e por partilhares connosco a tua sabedoria.
Por isso, quando surgiu este belíssimo trabalho da Cláudia, ficámos todas contentes por ele ter recebido o carimbo:
Temos a certeza de que haverá mais!
Obrigada por nos incentivares a fazer sempre melhor e por partilhares connosco a tua sabedoria.
24/09/2014
Em Setembro houve dois encontros
Ontem foi um excelente encontro, com visitas e tudo!
Visitou-nos a Cristina, das Tricotadeiras de Algés, a Maria João, da Maria Cenoura e a Teresa, da Tarekices.
Obrigada a todas pela vossa simpatia!
E ao longo do serão muitos foram os trabalhos que se mostraram e dicas que se trocaram!
Visitou-nos a Cristina, das Tricotadeiras de Algés, a Maria João, da Maria Cenoura e a Teresa, da Tarekices.
Obrigada a todas pela vossa simpatia!
E ao longo do serão muitos foram os trabalhos que se mostraram e dicas que se trocaram!
E no primeiro encontro de Setembro foram estes os trabalhos:
22/09/2014
Ainda a tempo... Agosto foi assim...
Na esplanada do Peter's até parecia verão:
O próximo encontro é já amanhã no Spot do Zé, a partir das 19h.
19/09/2014
Segundo encontro de Setembro
O segundo encontro das Tricotadeiras de Oeiras está a chegar!
É já na próxima terça-feira, dia 23, às 19h, no Spot do Zé.
Apareçam!
É já na próxima terça-feira, dia 23, às 19h, no Spot do Zé.
Apareçam!
18/09/2014
Tricotadeiras em remodelação
As Tricotadeiras de Oeiras vão sofrer umas pequenas "remodelações":
Os dias e locais passam a ser FIXOS:
- todas as SEGUNDAS 5ª feiras no PAIÁGUA
- e todas as QUARTAS 3ª feiras no SPOT DO ZÉ.
O horário mantém-se às 19H.
Vamos continuar a avisar cada encontro aqui blog, mas também no Facebook. Principalmente se houver alterações no local de encontro.
Por favor, divulguem e apareçam!
Obrigada.
Vamos passar a ter DOIS encontros por mês.
Os dias e locais passam a ser FIXOS:
- todas as SEGUNDAS 5ª feiras no PAIÁGUA
- e todas as QUARTAS 3ª feiras no SPOT DO ZÉ.
O horário mantém-se às 19H.
Vamos continuar a avisar cada encontro aqui blog, mas também no Facebook. Principalmente se houver alterações no local de encontro.
Por favor, divulguem e apareçam!
Obrigada.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


















